Um selfie da situação do mercado brasileiro

Atenção, atenção: Note que a chamada “um selfie”, pois o relato que farei agora é basicamente um retrato pontual tirado com minha percepção, ou melhor, minhas conclusões do que venho coletado em conversas com empresários e empreendedores num âmbito geral neste início do ano de 2019.
“Brasileiro não desiste nunca, não é?” Conhecem esse famoso bordão?
Sinto que isso vem caindo por terra a cada dia que passa e enxergo isso pelo lado positivo. No âmbito dos negócios, desistir faz parte do mercado, quando existe uma saturação, quando aquele produto ou serviço não tem mais saída, o melhor é desistir.
Não dá para persistir em algo só para nutrir um gosto, um significado pessoal ou um ego.
Vamos observar que essa crise generalizada que entrou em nossa rotina há cinco anos já saturou mais crenças brasileiras: “O ano começa logo depois do Carnaval”, por exemplo.
A minha percepção é que ainda estamos nas cinzas… Todos nos readequamos, reinventamos para adequar esse novo momento. Afetou a todas as camadas, foi sistêmico.
Por mais positivos e esperançosos, é importante analisar os fatos.
Primeiro trimestre de 2019, todos com bons olhos, novo governo, esperança de uma retomada mais rápida, e para complementar uma avalanche de tragédias em nosso país, um governo que ainda não engrenou e que de praxe prometeu muito para o imediato, mas que não entregou aquilo que se prometeu para os primeiros cem dias.
E o brasileiro como fica? Mais atento para enxergar a realidade, vamos “ver para crer” nas mudanças. A grande maioria das pessoas as quais converso estão segurando projetos e investimentos, pois foram tantos solavancos, que estamos calejados, agora está num limite de colocar se mais os pés no chão, ser mais ponderado e analítico.
O lado positivo: o analisar. Significa que apenas de expectativas não se evolui um negócio.
Eu acredito que terá um grande diferencial aqueles empresários que conseguiram tirar o melhor aprendizado deste presente momento. Partir para uma evolução e gestão pautada em análises, conhecimento e acima de tudo: profissionalismo nas relações.
Temos uma mescla de gerações atuando no mercado. Teremos flexibilidade de contratação, mobilidade e emprego com mais tecnologia. Muitas boas perspectivas e com um amplo leque de possibilidades.
Desistir pode ser bom sim! Sempre desistir daquilo que não faz mais sentido e libera tempo para expandir novos olhares.
Espero que este “retrato” possa de alguma forma contribuir.
Minha proposta e trazer alguns cases, alguns até satíricos para análises e reflexões.
Um grande abraço e até a próxima,
Andréia Fernandes #smarthinking
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